Bancada evangélica quer eleger 27 senadores

A renovação de duas das três vagas que cada estado tem no Senado vem sendo vista pela bancada evangélica como a grande oportunidade de aumentar de três para 27 o número de parlamentares evangélicos na Casa, sendo um por estado. Se o plano se concretizar, representaria um crescimento exponencial e corresponderia, percentualmente, à proporção da população que segue a tradição protestante do cristianismo.

Os planos, ousados, vêm sendo alardeados pelas principais lideranças da Frente Parlamentar Evangélica. A declaração mais recente partiu do senador Magno Malta (PR-ES), que vem sendo cotado como candidato a vice-presidente na chapa de Jair Bolsonaro (PSL-RJ).

Em entrevista ao jornal Folha de S. Paulo, Malta disse que “o povo se enojou do politicamente correto”, e essa é a oportunidade de levar ao Senado grandes nomes da liderança evangélica, como André Valadão, por Minas Gerais, e Flavio Bolsonaro, no Rio de Janeiro. O segundo tem candidatura certa, enquanto o primeiro, ainda se mostra reticente.

Outro que pode ser um dos candidatos ao Senado em 2018 é o pastor Marco Feliciano, que formalizou sua saída do PSC e passou a integrar o Podemos. A tendência é que ele dispute uma das vagas em jogo no Senado pelo estado de São Paulo, mas há a especulação de que ele seja candidato à vice-presidência da República na chapa do senador Álvaro Dias.

“A gente acredita num Brasil que volte a cantar o Hino Nacional, que não glamoriza vagabundo”, afirmou Malta, acrescentando que é tempo de expurgar a corrupção na política: “Deus levantou a tampa do esgoto e nós passamos a ver os ratos, conhecemos os ratos e sabemos seus apelidos. Passaram 15 anos atacando família. Por menos que isso, Deus destruiu Sodoma e Gomorra”, disparou.